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Morte Encomendada: Viúva e Amante São Presos por Envenenar Empresário

Um crime com contornos de crueldade chocou a cidade de Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A Polícia Civil indiciou uma mulher e seu amante sob a suspeita de arquitetarem a morte do empresário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, utilizando um coquetel fatal de substâncias tóxicas.

A vítima, que era proprietária de uma funerária local, deu entrada em estado grave no Hospital Divino Salvador no dia 5 de fevereiro de 2026. Após dez dias de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e sem apresentar evolução clínica, Pedro acabou falecendo no dia 15 do mesmo mês.

A desconfiança da equipe médica motivou a solicitação de um exame toxicológico detalhado. De acordo com o delegado Édipo Flamia Hellt, responsável pelo caso, o laudo pericial apontou intoxicação por substâncias altamente nocivas, confirmando as suspeitas de homicídio por envenenamento.


Motivação e Planejamento

Com a quebra de sigilo de dados autorizada pela Justiça, a polícia descobriu que a esposa mantinha um relacionamento extraconjugal há mais de um ano. As investigações concluíram que os amantes planejaram o assassinato visando benefícios financeiros e a liberdade para assumirem o romance.

A intenção inicial do casal era fazer com que a morte do empresário parecesse de causas naturais. Para monitorar o estado de saúde da vítima de perto, a suspeita chegou a subornar um profissional de enfermagem do hospital.


O Coquetel Fatal

As investigações detalharam o método cruel utilizado pela dupla para ceifar a vida do empresário de forma gradual:

  • Bebida adulterada: A suspeita teria adicionado metanol diretamente à cerveja consumida pelo marido.
  • Remédios sabotados: A polícia aponta que soda cáustica foi misturada aos medicamentos de uso contínuo da vítima.
  • Veneno letal: “Chumbinho”, um produto clandestino altamente tóxico usado contra ratos, também foi administrado.

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Desfecho Judicial

Após a finalização do inquérito policial na última semana, a viúva e o amante tiveram suas prisões preventivas mantidas pelo Poder Judiciário. Ambos seguem detidos no sistema prisional de Santa Catarina.

Os dois réus foram indiciados por homicídio doloso qualificado. As qualificadoras incluem motivo torpe, uso de veneno, emprego de meio insidioso ou cruel e recurso que impossibilitou qualquer chance de defesa por parte da vítima.

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