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Chevrolet Spin LTZ 2027 pode perder os bancos para ter porta-malas gigante

A Chevrolet Spin não é uma VW Kombi. A van da GM tem outras aplicações. Mas também tem carroceria monovolume e está no caminho de se tornar tão longeva quanto a van da VW. Foi lançada em 2012. Isso não vai acontecer, pelo ritmo que as coisas acontecem agora.

Mas hoje a Spin já é um dos carros há mais tempo no mercado. E, assim como a Kombi, ela tem razões para isso: uma delas é a falta de concorrentes tão bons dentro da mesma proposta. Mas, justiça seja feita, a Spin se atualizou bastante.

SUV cinza-escuro, modelo Chevrolet Spin, estacionado de lado em uma rua asfaltada, com vegetação verde ao fundo. O carro tem rack de teto prateado, rodas de liga leve e placa vermelha QUATRO RODAS
Com cinco lugares, a capacidade do porta-malas chega a 756 litros

Agora, a Spin chega ao modelo 2027 sem grandes novidades. A maior mudança é a oferta da versão LTZ com apenas duas fileiras de bancos e cinco lugares.  A terceira fila, com dois lugares adicionais é opcional.

Parece pouco, mas é um trunfo frente a seu principal concorrente, o Citroën Aircross. São até 756 l de porta-malas do utilitário da Chevrolet contra 493 l do modelo francês (com cinco ocupantes). É possível modular o volume do porta-malas porque a segunda fileira pode ser deslocada em até 5 centímetros. Com os assentos recuados, o volume do porta-malas cai para 710 l.

Interior de um carro moderno, com volante multifuncional da Chevrolet à esquerda e painel digital. A central multimídia exibe um menu com ícones e um fundo azul. Detalhes em prata e preto compõem o design do painel, com saídas de ar e controles de climatização. Os bancos dianteiros, cinza escuro com padrão geométrico, são visíveis em primeiro plano. O câmbio automático está no console central
Posição de dirigir elevada faz diferença para o conforto do motorista

No mais, não há grandes mudanças,  ou melhor: há aquelas alterações que as fábricas fazem para baratear o custo dos carros. Olhando com cuidado, é possível notar a simplicidade do projeto. O plástico rígido nas portas e painel já é esperado, mas mais que isso, no lugar do motorista, o acabamento dos botões que regulam os retrovisores é visivelmente compartilhado com outros modelos e fica maior que a coluna. Além disso, o apoio de braço e porta- -objetos da terceira fileira da versão de sete lugares não foram retirados nesta de cinco lugares e, assim, o porta-malas ficou com os acessórios que não fazem sentido algum estarem ali.

O conforto a bordo se resume ao quadro de instrumentos digital de 8” e à multimídia de 11’’ com conexão Android Auto e Apple CarPlay.

O conjunto mecânico 1.8 aspirado mantém-se assim desde 2012. Mesmo que durante esse tempo a General Motors tenha feito atualizações no gerenciamento eletrônico do conjunto mecânico e na calibração do propulsor para atender às normas de emissões de poluentes. O motor flex de quatro cilindros entrega até 111 cv de potência e 17,7 kgfm de torque. O câmbio é sempre automático de seis marchas.

Interior de carro com volante preto à esquerda e dois bancos dianteiros cinza escuro com detalhes em branco e textura geométrica, cintos de segurança visíveis
O 1,69 m de altura ajuda para que passageiros mais altos não raspem a cabeça no teto da Spin
Interior de carro com bancos traseiros em tecido cinza escuro e detalhes em couro preto, com costuras brancas. O banco do meio tem cinto de segurança cinza claro afivelado. A janela lateral está visível ao fundo
O porta-malas de um carro cinza escuro, com os bancos traseiros rebatidos, revelando um amplo espaço de carga forrado em carpete preto. À direita, um compartimento lateral em plástico preto.

Pode não ser a última palavra em tecnologia, mas a Spin não deixa o motorista ficar na mão. No dia a dia, ela se defende bem no trânsito. Segundo a fábrica, a Spin acelera de 0 a 100 km/h  em 11 segundos e atinge a velocidade máxima de 170 km/h.

Ao volante, a posição de dirigir elevada agrada. E a direção com assistência elétrica tem a calibragem certa, com respostas precisas, sem cansar o motorista.

Tela multimídia de carro com fundo escuro, exibindo ícones de aplicativos como Android Auto, Apple CarPlay e Configurações. No canto superior direito, lê-se iPhone de Barbara, 22° e 15:32. Abaixo da tela, saídas de ar e um botão de alerta vermelho. À esquerda, parte do volante e alavanca de seta.
O ar-condicionado digital é um diferencial para a categoria
Painel de controle do ar-condicionado de um carro, com botões giratórios e de pressão, display digital mostrando 17, e entradas USB abaixo

O conjunto de suspensão Mc-Pherson, na dianteira, e eixo de torção, na traseira, faz sua parte, mantendo o equilíbrio dinâmico e poupando os ocupantes de sobressaltos. A minivan vence as ruas mais esburacadas e lombadas mais altas sem esforço e de maneira confortável. Esse ponto positivo também é mérito da altura livre do  solo de 17,3 cm e ângulos de ataque (16,6o) e de saída (24,3o).

Por fim, a Spin não é revolucionária, mas ainda é uma boa opção no segmento para quem procura confiabilidade e bom custo de manutenção.

Ficha Técnica – Chevrolet Spin LTZ 5 lugares

Preço: R$ 153.990
Motor: diant., transv., 4 cil. em linha, 1.8, 8V, aspirado, flex, 111 cv (E) / 106 cv (G) a 5.200 rpm, 17,7 kgfm (E) / 16,8 kgfm (G) a 2.600 rpm
Câmbio: automá-tico, 6 marchas, tração dianteira Suspensão: indep., McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.)
Freios: disco ventilado (diant.) e tambor (tras.) Direção: elétrica Pneus: 205/60 R16
Dimensões: comprimento, 442 cm; largura, 176 cm; altura, 169 cm; entre-eixos, 262 cm; tanque, 53 litros; porta-malas, 710 a 756 litros; peso, 1.292 kg
Desempenho*: 0 a 100 km/h, 11 s; velocidade máxima, 170 km/h

*Dados de fábrica

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