Não há outra forma de o dizer: a Bentley perdeu a cabeça e ainda bem. Numa altura em que o mercado caminha para um futuro eletrificado, a marca de Crewe rema contra a maré com o novo Continental GT Supersports, que é exclusivamente a combustão.
Debaixo do capô, encontramos o conhecido motor 4.0 V8 biturbo que equipa os outros Continental GT híbridos plug-in, mas aqui prescinde da parte elétrica e foi totalmente revisto — recebeu um bloco mais robusto, cabeças de cilindro reforçadas e turbos de maiores dimensões.
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Resultado? Uns diabólicos 666 cv e 800 Nm de binário enviados exclusivamente às rodas traseiras, via uma caixa automática de dupla embraiagem ZF de oito velocidades, que também foi revista com novas embraiagens e software que proporcionam passagens de caixa mais rápidas e reduções mais agressivas.
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Leram bem… Além de ter perdido a parte elétrica, o Bentley Continental GT Supersports perdeu também o eixo dianteiro motriz, com as rodas traseiras a serem as únicas responsáveis por colocarem toda a força do V8 biturbo sobre o asfalto.
A perda da tração integral e da assistência elétrica fez o Supersports perder peso, mas a Bentley não se ficou por aí. Substituiu o habitual tejadilho em alumínio por um em fibra de carbono e simplificou o interior: desapareceram os bancos traseiros, parte do isolamento acústico, alguns altifalantes e várias assistências à condução. Além disso, os bancos são do tipo bacquet, estão mais baixos e há novos painéis em fibra de carbono.
Resultado? Quase 500 kg a menos em relação ao Continental GT Speed (2460 kg). Ao ponto de o Supersports ficar abaixo das duas toneladas (distribuição de peso de 54:46).
Aposta em “modelos mais extremos”
No passado, a designação Supersports identificava o Bentley mais potente, mas nesta era de eletrificação e de superdesportivos com muito mais de 1000 cv, o novo Supersports passa a identificar aquilo que Frank Walliser, diretor-executivo da marca, chama de “o Bentley mais focado no condutor”.
Segundo a Bentley, mais propostas como o Continental GT Supersports estão nos planos. Este é o primeiro de uma nova aposta na criação de “modelos mais extremos” e mais focados na condução, confirmou Walliser.
E esse «extremismo» pode-se ver nas opções tomadas, como a perda de tração integral e a introdução de componentes inéditos na gama. Veja-se o splitter, que é o maior alguma vez instalado num Bentley, a dianteira totalmente redesenhada e a maior carga aerodinâmica de sempre num modelo da marca: mais de 300 kg de downforce adicionais face ao GT Speed.
Para uma condução (ainda) mais aplicada, este coupé pode equipar, opcionalmente, pneus Pirelli P Zero Trofeo RS, garantindo-lhe até 1,3 G de força lateral e cerca de 30% mais velocidade em curva do que o GT Speed.
Limitado a 500 unidades
Com chegada ao mercado prevista para o próximo ano, o novo Bentley Continental GT Supersports assinala o centésimo aniversário do primeiro modelo da marca a usar esta designação: o 3 Litre Super Sports.
A produção, limitada a 500 unidades, arranca em setembro do próximo ano, mas as encomendas abrem uns meses antes, em março. Preço? Estima-se que venha a superar confortavelmente os 400 mil euros. A Bentley prevê que seja os EUA, o seu mercado mais importante, a receber o maior números de unidades.
O post Bentley tirou quase 500 kg ao Continental GT mais radical de sempre apareceu primeiro em Razão Automóvel.
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