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PepsiCo corta 105 empregos em mudança de operação de um de seus armazéns

A PepsiCo vai transferir a operação de um centro de distribuição na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, para uma empresa terceirizada de logística. A mudança resultará no corte de 105 postos de trabalho na unidade localizada em Columbia.

Os desligamentos estão previstos para começar em 18 de outubro, segundo um aviso de demissão em massa (WARN) analisado pelo TheStreet. Apesar da redução no quadro de funcionários, o armazém continuará funcionando.

A medida é mais uma mudança na rede de distribuição da PepsiCo nos Estados Unidos. Somente em 2026, outras três ações envolvendo armazéns e centros de distribuição da empresa afetaram centenas de trabalhadores.

PepsiCo vai cortar 105 empregos e terceirizar operação do armazém

A unidade da PepsiCo Beverages Sales fica em Columbia, na Carolina do Sul. De acordo com o aviso de demissão, 105 funcionários serão afetados pela transferência da gestão do armazém para um provedor externo.

Entre os trabalhadores atingidos estão 57 funcionários que atuam em funções como armazenamento, operação de empilhadeiras e conferência de mercadorias.

A PepsiCo afirmou ao TheStreet que a mudança faz parte de uma alteração na forma como a logística do armazém é administrada.

Segundo a empresa, a instalação continuará aberta e as demais operações seguirão normalmente.

Funcionários poderão trabalhar para nova empresa

Em comunicado, a PepsiCo Beverages US afirmou que pretende auxiliar os funcionários afetados durante a transição.

A companhia informou que oferecerá assistência para que os trabalhadores possam se candidatar a vagas no novo fornecedor de logística. Também estão previstas medidas relacionadas à continuidade de salários e benefícios, de acordo com o tempo de serviço, além de apoio na transição e na busca por novas oportunidades profissionais.

A transferência em Columbia acontece poucos meses após outra mudança envolvendo um centro de distribuição da PepsiCo.

Outras mudanças da PepsiCo afetaram centenas de trabalhadores

Foto de produtos da Pepsico como Cheetos, Doritos e Pepsi; empresa vai cortar 105 empregos nos EUA.
Empresa afirma que pretende auxiliar trabalhadores afetados durante a transição para o novo fornecedor. Foto: Divulgação/Pepsico

Em julho, a PepsiCo Beverages eliminou 184 postos de trabalho em seu armazém em Tulsa, Oklahoma. Na ocasião, a empresa informou que a operação de armazenamento seria transferida para outra unidade na região, enquanto a produção de bebidas no local continuaria.

Antes disso, a divisão Frito-Lay, também pertencente à PepsiCo, realizou outras duas mudanças na rede de distribuição.

Em junho, a companhia encerrou permanentemente um armazém em Rancho Cucamonga, na Califórnia, afetando 248 funcionários das áreas de logística e distribuição. Em maio, outro armazém terceirizado em Orlando, na Flórida, foi fechado, afetando 46 trabalhadores.

Somadas, as quatro medidas (em Columbia, Tulsa, Rancho Cucamonga e Orlando) afetaram pelo menos 583 empregos em 2026.

Na época, a empresa afirmou que as operações de armazém estavam sendo transferidas para outra instalação na região de Tulsa.

A PepsiCo, porém, não classificou as iniciativas como parte de um único programa de reestruturação. As circunstâncias e os motivos das mudanças variam de acordo com cada unidade.

Pepsico vai cortar empregos: empresa quer modernizar cadeia de distribuição

As mudanças acontecem enquanto a PepsiCo busca aumentar a produtividade e reduzir custos em sua cadeia de suprimentos na América do Norte.

No relatório de resultados do segundo trimestre de 2026, a companhia afirmou que pretende otimizar a cadeia de suprimentos e os sistemas de comercialização na região. Entre as estratégias estão investimentos em automação, digitalização e simplificação das operações.

A empresa também vem testando formas de integrar suas redes de distribuição de alimentos e bebidas, que historicamente funcionaram de maneira separada.

Durante uma teleconferência de resultados, o CEO da PepsiCo, Ramon Laguart, destacou a expansão dos chamados “centros de mixagem”. A proposta permite reunir estoques de alimentos e bebidas e, potencialmente, compartilhar entregas e frotas.

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