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Como o VW Tera 2027 ficou 2,5 s mais rápido sem gastar mais combustível?

A linha 2027 do Volkswagen Tera estreia no mercado brasileiro trazendo uma evolução mecânica cirúrgica para suas configurações mais caras. As opções topo de linha Comfort e High deixam de lado o antigo motor 170 TSI para receber o três cilindros 1.0 turbo flex na calibração 200 TSI. Isso acontece após concorrentes de Chevrolet, Fiat, Jeep e Peugeot estão mais fracos na linha 2027.

Novas normas de emissões e regras de impostos prevêem uma redução nos impostos para carros com até 116 cv. É por isso que os Fiat Pulse e Peugeot 2008 tiveram sua potência reduzida a 116 cv, mesma potência do Jeep Avenger. Também é por esse motivo que o Chevrolet Sonic tem 115 cv em vez de 121 cv.

SUV compacto vermelho com teto preto e rodas escuras, estacionado de perfil em uma rua asfaltada com faixa amarela. Ao fundo, um prédio de fachada clara e árvores.

O Volkswagen Tera, que já tinha 116 cv, fez um movimento contrário e agora quer ser visto pelo desempenho superior. Após um ano e meio à venda, suas versões mais caras passam a usar o mesmo motor de 128 cv do Nivus e do T-Cross. Mas não é só isso que explica a melhora na aceleração de 0 a 100 km/h em notáveis 2,5 segundos – e sem piorar o consumo de combustível.

Os sintomas silenciosos de que o câmbio automático do seu carro está com defeito

O segredo das oito marchas

Faltava fôlego extra nas versões superiores. O antigo conjunto entregava 116 cv e 16,8 kgfm e estava acoplado a uma transmissão automática de seis marchas. Agora, o propulsor 200 TSI, que também é um três-cilindros 1.0 turbo flex, rende 128 cv e 20,4 kgfm de torque (disponíveis já a 2.000 rpm). A grande sacada da engenharia para melhorar o desempenho sem aumentar o consumo foi a adoção do câmbio automático de oito marchas (código AQ300).

Transmissão automática de carro, cinza metálico, com parafusos e componentes visíveis, destacando a carcaça e o conversor de torque com a inscrição VWAG JAPAN AWY 095 323 571
Câmbio Aisin AQ300

Com duas marchas adicionais, a Volkswagen encurtou as relações iniciais. Isso entrega saídas de sinal mais espertas e uma agilidade urbana imediata, o que justifica a queda no 0 a 100 km/h de pacatos 11,7 segundos para esportivos 9,2 segundos. Em contrapartida, as marchas finais foram alongadas. Na rodovia, o motor trabalha em rotações muito menores, diminuindo o ruído na cabine e estabilizando o gasto de etanol ou gasolina.

A adoção do motor 200 TSI combinado ao câmbio de oito marchas otimizou a eficiência urbana e o consumo global com gasolina em relação ao antigo conjunto 170 TSI (AQ160 de seis marchas), exigindo concessões marginais apenas no ciclo rodoviário:

Conjunto Mecânico Etanol (km/l) Gasolina (km/l) CE Combinado (MJ/km)
Cidade Estrada Combinado Cidade Estrada Combinado
200 TSI AQ300 8,7 10,1 9,3 12,6 14,4 13,4 1,61
170 TSI AQ160 8,6 10,3 9,3 12,2 14,5 13,2 1,62
  • Ciclo Urbano (Cidade): O novo 200 TSI leva vantagem no anda e para, reflexo do encurtamento das primeiras marchas. Com gasolina, alcança 12,6 km/l (frente aos 12,2 km/l do 170 TSI). Com etanol, a diferença é mínima: 8,7 km/l contra 8,6 km/l do antecessor.
  • Ciclo Rodoviário (Estrada): O conjunto 170 TSI antigo ainda retém uma leve superioridade em velocidades de cruzeiro. Ele registra 14,5 km/l com gasolina e 10,3 km/l com etanol, superando por pouco as médias do 200 TSI (14,4 km/l e 10,1 km/l, respectivamente).
  • Consumo Combinado: Rodando com etanol, há um empate técnico exato de 9,3 km/l entre as duas calibrações. No entanto, abastecido com gasolina, o 200 TSI assume a liderança do ciclo misto entregando 13,4 km/l, ante os 13,2 km/l do 170 TSI.
SUV Volkswagen vermelho com teto preto, visto de traseira e lateral, estacionado em asfalto cinza. Ao fundo, um prédio moderno com fachada de concreto e janelas horizontais, e vegetação verde

Para o consumidor, a boa notícia é que o ganho em desempenho não gerou um grande salto no custo-benefício. A configuração Comfort 200 TSI Automática teve um aumento de apenas R$ 1.600, saltando de R$ 133.190 para R$ 134.790. A opção topo de linha High sofreu um acréscimo ainda menor (R$ 1.000) e agora é tabelada em R$ 147.190.

As versões de entrada, voltadas aos clientes mais racionais e frotistas, preservam os motores da linha 2026 e não tiveram aumento de preços. O Tera MPI manual custa R$ 107.190 e utiliza o tricilíndrico 1.0 aspirado flex de 84 cv e 10,3 kgfm, com câmbio manual de cinco marchas. Logo acima, a opção TSI Manual é oferecida por R$ 123.190, mantendo a calibração de 116 cv e 16,8 kgfm do propulsor 170 TSI.

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