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A verdadeira história por trás de Facing El Chapo, o sucesso da Netflix

A história real por trás de “Facing El Chapo”: como dois policiais capturaram o narcotraficante mais procurado do mundo

O filme mexicano “Facing El Chapo” (no original, “La Captura”), dirigido por Chava Cartas, se tornou um dos maiores sucessos recentes da Netflix ao revisitar um dos capítulos mais dramáticos da caçada ao narcotraficante Joaquín “El Chapo” Guzmán. Mas, diferente de outras produções sobre o líder do Cartel de Sinaloa, o longa não coloca o criminoso no centro da trama — o foco recai sobre os dois policiais federais que, sem saber, tiveram o destino de Guzmán em suas mãos.

A fuga pelo esgoto

Os eventos reais que inspiraram o filme aconteceram em janeiro de 2016, poucos meses depois de Guzmán ter escapado da prisão de segurança máxima de Altiplano. Durante uma operação da Marinha mexicana batizada de “Cisne Negro”, realizada na cidade de Los Mochis, El Chapo e seu braço direito, Jorge Iván Gastélum Ávila, conhecido como “El Cholo”, conseguiram fugir através de um túnel ligado ao sistema de esgoto da região, sendo perseguidos por fuzileiros navais ao longo de quase dois quilômetros de canos.

Ao emergirem de volta à superfície, os dois fugitivos roubaram dois veículos sob a mira de armas para continuar a fuga.

O encontro inesperado na estrada

A cerca de dez quilômetros da cidade de Juan José Ríos, dois policiais federais — que patrulhavam a rodovia entre Los Mochis e San Miguel ao final de um turno noturno tranquilo — pararam um dos carros roubados, sem imaginar quem estava dentro. Ao abordarem o veículo, El Cholo foi o primeiro a descer, armado, o que levou um dos agentes a apontar a arma para ele. Foi então que o próprio El Chapo saiu do carro e tentou usar sua identidade como forma de intimidação.

Mesmo reconhecendo o criminoso mais procurado do país, os policiais não recuaram. Diante disso, Guzmán mudou de estratégia e partiu para a negociação.

A oferta e a decisão dos policiais

Temendo que membros do cartel estivessem a caminho para resgatar o chefe, os agentes optaram por não levar os detidos diretamente a uma base maior — em vez disso, os conduziram a um motel próximo, onde aguardaram reforços por cerca de 20 minutos. Foi nesse intervalo que, segundo relatos, Guzmán ofereceu uma quantia milionária, além de casas, na tentativa de comprar sua liberdade.

Os nomes reais dos dois policiais nunca foram divulgados publicamente, e o filme, embora dramatize os acontecimentos, não funciona como um documentário fiel a cada detalhe — os personagens Arturo Carmona e Hector Rosales, interpretados por Alfonso Herrera e Noé Hernández, são retratados com histórias pessoais fictícias construídas para dar profundidade emocional à trama.

Um novo ângulo sobre uma história já conhecida

A captura de El Chapo em Los Mochis já havia sido abordada em outras produções, como a série “El Chapo” e o documentário “The Day I Met El Chapo”. A diferença de “Facing El Chapo” é justamente o recorte: em vez de contar a ascensão do narcotraficante, o filme se concentra nos minutos de tensão vividos por dois homens comuns colocados diante de uma escolha impossível. Com 91 minutos de duração, a produção estreou em 21 de agosto e rapidamente alcançou o topo do ranking de filmes mais assistidos da Netflix no mundo.

Matéria baseada em reportagens da Netflix Tudum, AOL, The Cinema Holic, The Federal e Fiction Horizon.

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