A confirmação da morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, gerou repercussões imediatas entre aliados e adversários do país, além de provocar reações de organismos internacionais. Khamenei e outras autoridades iranianas morreram nos bombardeios realizados no sábado (28) por Estados Unidos e Israel, desencadeando uma escalada militar e política na região.
Rússia e China expressaram forte condenação ao ataque. O presidente russo, Vladimir Putin, qualificou a ação como uma “violação cínica de todas as normas da moral humana e do direito internacional” e prestou condolências à família de Khamenei e ao povo iraniano. Já a China destacou que o assassinato constitui uma grave violação da soberania do Irã e defendeu a interrupção imediata das operações militares para preservar a paz regional.
Do lado de Israel e dos EUA, a reação foi oposta. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que os ataques visam desmantelar a infraestrutura do governo iraniano e criar condições para que o povo iraniano se liberte do regime clerical. O presidente Donald Trump alertou que qualquer retaliação seria respondida com “uma força nunca antes vista”.
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Grupos islâmicos do Oriente Médio também reagiram com veemência:
- Hezbollah prometeu enfrentar a agressão israelense e norte-americana.
- Hamas classificou o ataque como “crime hediondo” contra o líder que apoiava o movimento palestino.
- Jihad Islâmica considerou a ação um “crime de guerra”.
- Huthis, do Iêmen, chamaram Khamenei de mártir e reafirmaram a resistência contra EUA e Israel.
No Irã, foi formado um Conselho de Liderança Temporária, com o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei e o jurista do Conselho dos Guardiães Alireza Arafi, para garantir a continuidade do regime até a eleição de um sucessor permanente pelo corpo de 88 clérigos da Assembleia de Especialistas. Pezeshkian classificou a morte de Khamenei como “uma declaração de guerra contra os muçulmanos” e defendeu uma “vingança legítima” contra EUA e Israel.

Outros países e organismos internacionais também se posicionaram:
- Brasil manifestou preocupação com a escalada de hostilidades no Golfo e solidariedade aos países afetados por ataques retaliatórios do Irã.
- Papa Leão XIV apelou pelo fim da “espiral de violência” e pela construção da paz.
- ONU convocou reunião de emergência do Conselho de Segurança, destacando a ameaça à paz global.
- UE pediu contenção máxima e reforçou compromisso com a estabilidade regional.
- OMS e AIEA monitoram riscos à saúde e à segurança nuclear, alertando para a necessidade de moderação.
A situação continua crítica, com a capital Teerã ainda sob nuvens de fumaça após os bombardeios, enquanto a comunidade internacional alerta para os riscos de uma escalada maior no Oriente Médio.









