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Estudante é preso novamente por fazer procedimentos ilegais

Seis meses após ser indiciado pela morte de uma paciente, um estudante de biomedicina de 21 anos voltou a ser detido em Curitiba. A Polícia Civil descobriu que ele continuava realizando procedimentos estéticos invasivos de forma irregular, mesmo após a primeira investigação.

A prisão preventiva foi executada nesta quarta-feira (1º) depois que autoridades receberam denúncias de que o jovem seguia atendendo clientes na capital paranaense. De acordo com a delegada Aline Manzatto, ele atendeu pelo menos duas mulheres nos últimos dias.

Durante a operação, policiais realizaram buscas na residência do suspeito. A apreensão revelou a continuidade das atividades ilegais do estudante.

“Na residência dele, nós localizamos novamente diversos instrumentos cirúrgicos. Na mochila que ele usava para atender pacientes, encontramos medicações sem identificação, seringas com conteúdo que não sabemos o que é, medicação vencida”, relatou a delegada.

Ameaças a testemunhas

Além de manter as atividades irregulares, o estudante teria partido para intimidação. Segundo Manzatto, ele ameaçou testemunhas do caso anterior.

Materiais apreendidos pela polícia:

  • Instrumentos cirúrgicos diversos
  • Medicamentos sem identificação
  • Seringas novas e usadas
  • Medicações com prazo de validade vencido
  • Seringas com conteúdo desconhecido

O caso que originou a investigação

O jovem responde pela morte de Silvana de Bruno, de 66 anos, ocorrida em 2 de outubro. A vítima faleceu após complicações decorrentes de procedimentos estéticos realizados pelo estudante.

Durante os atendimentos, ele se apresentava como dentista e biomédico, embora não possuísse registro profissional em nenhuma das áreas. Silvana foi submetida a plasma facial, lipo de papada e lipoenxertia nos seios.

Após as intervenções, a paciente desenvolveu infecção generalizada. Mesmo após passar por mastectomia total, com retirada completa das mamas e parte do tórax, ela não resistiu às complicações.

O estudante foi indiciado por homicídio e exercício ilegal da medicina. A defesa do acusado não foi localizada para comentar o caso.

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