Uma mulher grávida, de 29 anos, foi encontrada morta, carbonizada e com o corpo esquartejado em uma área de mata de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. Juliana Paulo Pinto estava desaparecida desde segunda-feira (12). O ex-marido dela foi preso e confessou o crime, segundo a Polícia Civil. A atual noiva do suspeito também foi detida.
O corpo foi localizado na última quarta-feira (14). Ao lado da vítima, os policiais encontraram um galão de combustível e uma sandália que pertencia a ela.
De acordo com a investigação, o ex-companheiro afirmou que matou Juliana por causa de desentendimentos e problemas judiciais. A família da vítima também relatou que ela teria sido incendiada ainda viva.
Grávida desapareceu após sair com o filho para encontrar o ex-marido
O desaparecimento de Juliana foi comunicado à polícia pelo atual companheiro dela. Segundo o relato, a mulher saiu de casa com o filho, de 11 anos, para levar o menino ao ex-marido, mas não voltou.
Juliana estava sem dar notícias desde a madrugada de segunda-feira. Ela teria enviado uma mensagem ao filho e, depois disso, deixou de responder aos contatos. Pessoas próximas também divulgaram pedidos de informações sobre o paradeiro dela nas redes sociais.
Durante as investigações, familiares prestaram depoimentos e relataram um histórico de conflitos entre Juliana e o ex-companheiro. Segundo as testemunhas, ele costumava ameaçá-la. As informações são do UOL.
Câmeras registraram trajeto de veículo
Imagens de câmeras de segurança ajudaram os investigadores a reconstruir parte do trajeto do veículo que teria sido usado no crime. Um Volkswagen Fusca branco foi filmado entrando no bairro Zumbi às 3h14 de segunda-feira. Conforme a investigação, Juliana já estaria no banco traseiro do carro naquele momento.
Por volta das 5h, o veículo apareceu em um posto de combustíveis. Depois de abastecer, seguiu em direção à região de Monte Líbano, onde fica a área de mata em que o corpo foi encontrado.
Ex-marido e atual noiva são presos após morte de grávida
Os dois suspeitos foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver e encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.
Além disso, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária dos investigados pelos crimes de feminicídio e aborto sem consentimento.










