Um capitão do Corpo de Bombeiros da Califórnia foi condenado a duas penas consecutivas de prisão perpétua, sem direito a liberdade condicional, pelo assassinato da noiva e do filho dela em agosto de 2025. O motivo que desencadeou a tragédia chocou o mundo: uma discussão sobre a forma como um personagem bombeiro era retratado em um filme.
Darin McFarlin, de 47 anos, e sua noiva Marissa Divodi-Lessa Herzog, de 29 anos, assistiam ao filme “À Prova de Fogo” quando o desentendimento começou. Irritado com a representação do personagem na tela, McFarlin foi para o quarto e foi seguido pela noiva, momento em que o conflito escalou para a violência.
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Marissa avisou que chamaria a polícia para denunciar violência doméstica e tentou fugir. McFarlin pegou uma arma, a perseguiu até outro cômodo da residência, no Condado de El Dorado, e efetuou o disparo que a matou. Em seguida, ele também atirou contra o filho dela, de 7 anos, que morreu no local.
Os pontos centrais do caso:
- O crime ocorreu dentro da residência da família, em agosto de 2025
- Uma menina de 9 anos, também filha da vítima, estava na casa e conseguiu escapar após implorar por misericórdia
- Após os assassinatos, McFarlin fugiu, mas foi localizado ainda durante a madrugada e preso sem resistência
- O bombeiro era capitão do Corpo de Bombeiros e foi demitido após o crime
- Durante o julgamento, ele afirmou estar arrependido, especialmente em relação à filha sobrevivente
A sentença proferida pela Justiça do Condado de El Dorado determinou duas penas consecutivas de prisão perpétua, sem qualquer possibilidade de liberdade condicional, além de outras sanções previstas na decisão judicial.
O caso repercutiu internacionalmente pela brutalidade do crime e pela circunstância banal que o motivou, expondo o risco que a violência doméstica representa mesmo dentro de lares aparentemente comuns.









