Um dentista de Curitiba está detido preventivamente após denúncias de abusos sexuais cometidos contra mulheres e crianças da própria família ao longo de mais de duas décadas. As vítimas se uniram para formalizar as acusações contra Luis Alberto Zurita Pohlmann Júnior, que já respondia a outros processos criminais.
Luis Alberto Zurita Pohlmann Júnior foi preso pela Polícia Civil na terça-feira, dia 3 de março, investigado por estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual. Os crimes teriam acontecido em Curitiba e no interior do Paraná, especialmente em uma chácara da família localizada em Teixeira Soares, nos Campos Gerais, a aproximadamente 139 quilômetros da capital.
As denúncias começaram a surgir no final de 2025, quando a primeira vítima decidiu registrar boletim de ocorrência. Esse relato inicial encorajou outras cinco pessoas a também procurarem a polícia.
Principais pontos do caso:
• Os abusos teriam ocorrido durante mais de 20 anos
• Seis vítimas formalizaram denúncias até o momento
• Muitas vítimas eram da mesma família do acusado
• O suspeito já respondia a outros processos criminais em liberdade
• Crimes aconteciam durante momentos de convivência familiar
Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, relatou que os abusos começaram na infância e prosseguiram na adolescência. Ela tinha 18 anos quando, segundo seu relato, acordou com o dentista nu a tocando. A mulher contou que o acusado se aproveitava de situações cotidianas como assistir filmes, brincar na piscina ou durante brincadeiras em para cometer os crimes.
Outra vítima, atualmente com 27 anos, descreveu episódios ocorridos quando ainda era criança. Ela relatou que o dentista a tocou de forma inadequada dentro da piscina e que acordou outras vezes durante a noite sendo tocada pelo suspeito.
O delegado Rafael Mota, responsável pelas investigações, explicou que o primeiro relato foi crucial para que outras vítimas tivessem coragem de denunciar. Durante a investigação, a polícia identificou um padrão no comportamento do acusado e descobriu que ele já havia sido indiciado pela Delegacia da Mulher por crimes semelhantes.
O dentista permanece preso preventivamente à disposição da Justiça. Não há ainda previsão de pena caso seja condenado.
Uma das vítimas destacou a importância de falar publicamente sobre o caso. Ela espera que seu relato inspire outras pessoas que sofreram abusos a denunciarem, afirmando que verbalizar o trauma é libertador.
A reportagem procurou a defesa do acusado, que não foi localizada. O espaço permanece aberto para manifestação.









